sábado, 29 de maio de 2021

A ou ao persistirem?

 "Ao persistirem os sintomas, procure orientação médica."

Qual a inadequação gramatical acima? Essa frase surge na televisão brasileira constantemente. Às vezes na propaganda do remédio do laboratório X se escreve "Ao persistirem...", outras vezes na propaganda do remédio do laboratório Y se escreve "A persistirem...". Qual a maneira certa? Para sabermos, temos de conhecer a sintaxe, parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. As relações entre preposição e verbo no infinitivo - verbo terminado em ar, er, ir - são as seguintes:

Para + infinitivo= finalidade. Por exemplo: Estamos aqui para estudar = Estamos aqui a fim de estudar.

Por + infinitivo= causa. Por exemplo: Por ser contra os sócios, deixou a empresa = Deixou a empresa porque era contra os sócios.

A + infinitivo= condição, quando puder substituir a por caso ou se. Por exemplo: A continuar como está, a revolução será inevitável = Caso continue como está, a revolução será inevitável = Se continuar como está, a revolução será inevitável.

Ao + infinitivo= tempo. Por exemplo: Ao soar o sinal, todos os alunos se levantaram = Quando o sinal soou, todos os alunos se levantaram. Basta se lembrar da frase que se põe nos interruptores de energia elétrica: Ao sair, apague a luz.

A frase exposta na televisão indica condição, pois o enfermo deverá procurar orientação médica se os sintomas persistirem, e não quando os sintomas persistirem. A frase adequada aos padrões cultos da língua portuguesa, então, deve ser assim estruturada:

"A persistirem os sintomas, procure orientação médica".

Reitor pode ser Vossa Excelência?

 Dentre a profusão de pronomes de tratamento que a língua portuguesa nos faculta, gostaria de hoje destacar um: Vossa Magnificência (abrev. V. Magª. ou V. Maga.). É assim que os manuais e as gramáticas ensinam a tratar os reitores de universidades. Nada contra a fórmula – a não ser que é empolada, difícil de escrever e pronunciar, até mesmo por sua abreviatura engraçada.


Nas gramáticas mais antigas não encontrei referência à figura do reitor. As listas de pronomes de tratamento, até a década de 1960, dedicavam maior preocupação às autoridades religiosas: iam alfabeticamente de abade, abadessa, arquiduque, freira, patriarca, prior, tenente-coronel, até o v de vereador. Nos anos 70, nova hierarquia se estabelece. Em termos de cerimonial, segue-se o Decreto 70.274/72, assinado pelo presidente Emílio G. Médici, que coloca os reitores das universidades federais numa graduação acima dos reitores das estaduais. Os livros de gramática, de qualquer modo, não faziam e não fazem distinção: o pronome é “Vossa Magnificência”; o vocativo, “Magnífico”.


Contudo, em virtude da propagação das instituições de ensino superior, vem caindo em desuso esse tratamento demasiadamente cerimonioso, até porque já não existe um distanciamento tão grande entre a pessoa do reitor, o corpo docente, os alunos e a comunidade em geral. Entrou nos costumes e é, pois, perfeitamente aceita hoje em dia a fórmula Vossa Excelência (abreviada V. Exa. ou V. Exª.) para tratar os reitores. A invocação, neste caso, pode ser simplesmente Senhor Reitor.

Como todo profissional da área jurídica bem sabe, o tratamento a juízes e desembargadores continua sendo Vossa Excelência. Aceitam-se, porém, dois vocativos: Meritíssimo Juiz ou Senhor Juiz.

Observe uma nota de cinquenta reais: lá está escrito onça-pintada, com hífen, porque se trata do felino estampado na cédula, e não de uma onça pintada por algum artista.


Igual raciocínio se aplicaria a uma baleia-branca, para dar outro exemplo. Uma criança pode mostrar a “baleia branca” que desenhou; mas, com hífen, a palavra só pode se referir a determinada subespécie de cetáceo.


Enfim, todos os nomes compostos da fauna e da flora devem ser hifenizados, como em: baleia-azul, baleia-de-bossa, jacaré-do-papo-amarelo, mico-leão-dourado, arara-vermelha, martim-pescador, canário-da-terra, canário-do-reino, joão-de-barro, cisne-de-pescoço-preto, faisão-real, espada-de-são-jorge, capim-limão, canela-da-índia, boldo-baiano, morango-do-campo, erva-cidreira, ruiva-dos-tintureiros etc.

Nessa linha de evolução dos costumes, também podemos nos atualizar em relação aos padres e pastores. Com a proliferação de religiões no final do milênio, os padres católicos, pastores evangélicos e outros líderes religiosos se tornaram figuras mais comuns. Havendo necessidade de se dirigir a eles por escrito, use o simples e correto Vossa Senhoria.


sexta-feira, 28 de maio de 2021

Concordância verbal - regras básicas

 Regra básica: verbo concorda com o sujeito

Governo decide manter redução de IPI para veículos

Cornetas insuportáveis serão mantidas na Copa das Confederações.


5  Sujeito composto anteposto ao verbo

Pai e filho conversaram longamente.

Pais e filhos devem conversar com frequência.


6  Já aceita por grande parte dos gramáticos como legítima.

Devido ao uso limitado das formas verbais de segunda pessoa do plural (vós) no português atual, exceto nas formas de tratamento e no contexto religioso, tem surgido com bastante frequência a concordância:

Tu e teus colegas formarão um belo time de futebol.

Já aceita por grande parte dos gramáticos como legítima.


7  Sujeito composto posposto ao verbo

Duas possibilidades de concordância

Faltaram coragem e competência.

Faltou coragem e competência.

Pouco falaram o presidente e os ministros.

Pouco falou o presidente e os ministros.

O presidente e os ministros falaram pouco.


8  Quando há reciprocidade, no entanto, a concordância deve ser feita no plural.

Agrediram-se o deputado e o senador. (isto é, agrediram um ao outro)

Ofenderam-se o jogador e o árbitro. (isto é, ofenderam um ao outro)


9  Casos de concordância com sujeito simples 

10  Expressões partitivas

Parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria de, a maior parte de...

Duas possibilidades de concordância

A maioria dos jornalistas aprovou a idéia.

A maioria dos jornalistas aprovaram a idéia.


11  Expressões que indicam quantidade aproximada

Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (cerca de..., mais de..., menos de..., perto de...) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo concorda com o substantivo.

Cerca de vinte corpos foram resgatados dos escombros.

Perto de quinhentas pessoas compareceram à cerimônia.

Mais de um atleta estabeleceu novo recordo nas últimas Olimpíadas.


12  Quando a expressão mais de um se associar a verbos que exprimem reciprocidade ou for repetida, o plural é obrigatório:

Mais de um parlamentar se ofenderam na tumultuada sessão de ontem. (=ofenderam um ao outro).

Mais de um casal, mais de uma família já perderam qualquer esperança num futuro melhor.


13  Quais de nós / quais de vós

Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguém, ninguém, alguns, poucos, muitos, quaisquer, vários) seguido de de (ou dentre) nós (ou vós), o verbo pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome pessoal.

Quais de nós são / somos capazes?

Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras.


14  Observe que a opção por uma ou por outra forma indica a exclusão ou inclusão de quem fala ou escreve.

Quando alguém estabelece a concordância “Muitos de nós sabíamos de tudo e nada fizemos”, está-se incluindo num grupo de omissos, o que não ocorre com a concordância:

“Muitos de nós sabiam de tudo e nada fizeram”, que soa como uma denúncia.


15  Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular:

Qual de nós sabia de tudo?

Algum de vós fez isso.


16  Plural aparente

Quando o sujeito é um plural aparente, ou seja, é uma palavra ou expressão com forma de plural, mas sentido de singular, o verbo concorda no singular.

Flores não recebe mais acento.

Nós é um pronome pessoal do caso reto.


17  Nomes próprios Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.

A concordância deve ser feita levando-se em conta a ausência ou presença de artigo.

Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.

As Minas Gerais são inesquecíveis.


18  Porcentagens

Quando o sujeito for indicação de uma porcentagem seguida de substantivo, o verbo pode concordar com o numeral ou com o substantivo.

25% do orçamento do país deve destinar-se/devem destinar-se à educação.

85% dos entrevistados declararam sua insatisfação com o prefeito.

1% da classe recusou-se a colaborar.

1% dos alunos recusou-se/recusaram-se a colaborar.


19  Pronome relativo QUE

Quando o sujeito é o pronome relativo que, a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente desse pronome.

Fui eu que paguei a conta.

Fomos nós que pintamos o muro.


20  Expressão “um dos que” Plural

Se você é um dos que admiram o escritor, certamente lerá seu novo romance.

(Há muitos gramáticos que consideram aceitável também a concordância no singular)


21  Pronome relativo quem

Duas opções: verbo na terceira pessoa ou em concordância com o antecedente do pronome, por razões de ênfase.

Fui eu quem pagou a conta.

Fui eu quem paguei a conta.

Fomos nós quem pintou o muro.

Fomos nós quem pintamos o muro.


22  Casos de concordância com sujeito composto 

23  Núcleos sinônimos

Quando os núcleos do sujeito composto são sinônimos ou quase sinônimos ou estabelecem uma gradação, o verbo pode concordar no singular:

O desalento e a tristeza minou-lhe/minaram-lhe as forças.

Um aceno, um gesto, uma palavra, um estímulo faria/ fariam muito por ele.


24  Núcleos unidos por ou ou nem

Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por ou ou nem, o verbo no plural indica que a declaração contida no predicado pode ser atribuída conjuntamente a todos os núcleos:

Um sorriso ou uma lágrima o tirariam daquela incerteza.

Nem poder, nem dinheiro o corrompiam.


25  O verbo no singular com esse tipo de sujeito indica alternância ou mútua exclusão.

Milão ou Berlim sediará a próxima Olimpíada.

Nem você nem ele será o novo representante da classe.

Com a expressão um outro e nem um outro, a concordância costuma ser feita no singular, embora plural também seja praticado. Com a locução um e outro, o plural é mais frequente, embora também se use o singular. Não há uniformidade no tratamento dado a essas expressões por gramáticos e escritores. Em todos esses caos, parece razoável adotar o mesmo procedimento usado com outros sujeitos unidos por e, ou e nem.


26  Núcleos unidos por com

Quando os núcleos do sujeito são unidos por com, a forma plural do verbo indica que esses núcleos recebem o mesmo grau de importância. Com, nesses casos, tem sentido muito próximo ao de e:

O professor com o aluno montaram o equipamento.

O presidente com seus ministros reuniram-se hoje à tarde.

O verbo no singular dá destaque ao primeiro elemento:

O velho patriarca, com sua mulher e filhos, fazia-se notar pela elegância do porte.

Nesse caso, não se tem propriamente o sujeito composto, e sim um sujeito simples acompanhado de um adjunto adverbial de companhia.


27  Expressões correlativas

Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como não só... mas/como também..., não só/somente)... mas ainda..., não apenas... mas também..., tanto... quanto... o verbo concorda de preferência no plural:

Não só a seca mas também o descaso assolam o Nordeste.

Tanto o pai quanto o filho costumavam passar por ali.


28  Aposto recapitulativo

Quando os elementos de um sujeito composto são seguidos de um aposto recapitulativo, a concordância é feita com esse termo resumidor:

Carros, casa, prédios, viadutos, pontes, tudo foi destruído pelo terremoto.

Luxo, riqueza, dinheiro, nada o tentava.


29  Concordância de alguns verbos e estruturas verbais 

30  O verbo e a palavra se

Quando atua como índice de indeterminação do sujeito, se acompanha verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação que devem obrigatoriamente estar na 3ª pessoa do singular:

Aos domingos, ia-se sempre à praça.

Aos domingos, costumava-se ir à praça.

Assistiu-se a cenas deprimentes naquele dia.

Era-se mais feliz no passado.

Quando se é consciente, luta-se pelo bem-estar social.


31  O verbo e a palavra se

Quando atua como pronome apassivador, se acompanha verbos transitivos diretos e transitivos diretos e indiretos na formação da voz passiva sindética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração:

Construiu-se uma nova praça no bairro.

Construíram-se novas praças no bairro.

Entregaram-se novas bibliotecas à população.

Não se devem poupar esforços para despoluir o rio.


33  Haver e fazer

HAVER: quando indica existência ou acontecimento, é IMPESSOAL. Permanece sempre na 3ª pessoa do singular, mesmo com o objeto direto no plural.

Há graves problemas sociais no país.

Havia graves problemas...

Parece haver graves problemas...

Deve ter havido graves problemas...


34  Haver e fazer

Haver e fazer são IMPESSOAIS quando indicam idéia de tempo.

Há anos não o procuro.

Faz anos que não o procuro.

Fazem 3 meses que estudo na Unioeste.


35  Ser

A concordância do verbo ser é muito rica em detalhes. Em muitas situações, esse verbo deixa de concordar com o sujeito para concordar com o predicativo. Em outras, pode concordar com um ou com outro, de acordo com o termo que se quer enfatizar.


36  quando colocado em um substantivo comum no singular e outro no plural, o verbo ser tende a ir para o plural. Poderá ficar no singular por motivo de ênfase:

A sua paixão eram os filmes de terror.

Aquele amor é apenas cacos de um passado.


37  quando colocado entre um nome próprio e um substantivo comum, o verbo tende a concordar com um nome próprio. Entre um pronome pessoal e um substantivo comum ou próprio, o verbo concorda com o pronome:

Garrincha foi as maravilhas do drible.

O responsável pela expedição sou eu.

Eu sou José da Silva.

José da Silva sou eu.


38  quando colocado entre um pronome não pessoal e um substantivo, o verbo ser tende a concordar com o substantivo:

Tudo eram alegrias naquela noite.

Isso são manias de um ocioso.

Quem são os vencedores?

Que são idéias?

Nos dois primeiros casos, há gramáticos que consideram possível também a concordância com o pronome.


39  nas expressões que indicam quantidade (medida, peso, preço, tempo, valor), o verbo ser é invariável:

Dois quilos é pouco.

Vinte mil reais é demais.

Dez minutos é mais do que eu preciso para ir daqui até lá.

Um milhão de reais já foi muito, hoje é pouco, é bem menos do que eu estou precisando.


40  nas indicações de tempo, o verbo ser concorda com a expressão numérica que o acompanha:

É uma hora.

São duas horas.

São três e vinte.

Já é mais deu ma hora.

Já são mais de duas horas.

São cinco para uma.

Hoje são vinte de setembro.

Hoje é dia vinte de setembro.


41  Uso do infinitivo 

42  O infinitivo exprime o processo verbal sem indicação de tempo

O infinitivo exprime o processo verbal sem indicação de tempo. Em português, apresenta duas modalidades:

a impessoal, em que se considera apenas o processo verbal;

e a pessoal, em que se atribui a esse processo verbal um agente.

É proibido fumar. (impessoal)

É bom fazermos algo. (pessoal, sujeito/agente nós).


43  Nem sempre a modalidade pessoal do infinitivo vem flexionada: há casos em que se deve determinar o sujeito pelo contexto.

Fiquemos quietos para surpreendermos quem entrar.

Fiquemos quietos para surpreender quem entrar.

Em ambas as frases, o sujeito de surpreender é nós. As duas frases estão de acordo com a norma culta; a primeira é mais enfática. (Opção estilística, em muitos casos).


44  Infinitivo: forma não-flexionada

Usa-se a forma não-flexionada:

Quando o verbo é empregado indeterminadamente, assumindo valor substantivo:

Agir é tudo.

Atacar é a melhor defesa.

Quando o infinitivo tem valor imperativo:

Direita, volver!

Apressar o passo! Apressar o passo!


45  Infinitivo: forma não-flexionada

Usa-se a forma não-flexionada:

Quanto o infinitivo, regido de preposição de, assume sentido passivo como complemento de um adjetivo. Neste caso, o pronome se só deve ser usado se o verbo for reflexivo ou pronominal:

Seus constantes desaforos eram ossos duros de roer. (=de serem roídos)

Passei por momentos difíceis de esquecer. (=de serem esquecidos)

Quando o infinitivo vem como verbo principal de uma locução verbal:

Não podíamos prever o que os outros iriam fazer.

Eles acabam de confirmar sua participação nos jogos.

Estão a brincar comigo?


46  Infinitivo: forma não-flexionada

Usa-se a forma não-flexionada:

Quanto o infinitivo ocorre numa oração substantiva reduzida que complementa um auxiliar causativo (deixar, mandar, fazer) ou sensitivo (ver, sentir, ouvir, perceber) e tem como sujeito um pronome oblíquo:

Deixe-os falar.

Mandaram-se sair dali.

Viram-te passar na rua.


47  Infinitivo: forma flexionada

A forma flexionada deve ser usada obrigatoriamente quando tem sujeito próprio, diferente do sujeito da oração principal. Isso ocorre também quando o sujeito do infinitivo é indeterminado, e o da oração principal não é.

Existe muita gente que diz sermos nós um tanto sonhadores.

Lembrei-me da recomendação médica de tomares sol todas as manhãs.

É hora de vocês passarem à ação.

Senti apalparem-me o braço.


48  Infinitivo: outros casos

Podemos usar a forma flexionada ou não-flexionada quando o infinitivo da oração reduzida que complementa um auxiliar causativo ou sensitivo apresentar como sujeito um substantivo ou quando quisermos enfatizar o agente do processo verbal nas orações subordinadas cujo sujeito é igual ao das orações principais.

Deixe os meninos falarem/falar.

Ouvi os pássaros cantarem/cantar.

Trouxemos nossos produtos para vendermos/vender.

Os manifestantes se dirigiram ao palanque para protestarem/protestar contra os oradores.


49  O verbo parecer e o infinitivo

O verbo parecer pode relacionar-se de duas maneiras com o infinitivo.

Os dias parecem voar.

Os dias parece voarem.

Na primeira frase, parecer é verbo auxiliar de voar. Na segunda, temos na realidade uma inversão da ordem dos termos, que seria “Parece voarem os dias”. Parece é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “voarem os dias”. Se desenvolvermos essa oração, obteremos “Parece que os dias voam”.


terça-feira, 11 de maio de 2021

Abertura Globo RJ - 13/10/2008, by Jessé Maia de Oliveira

 ZYB 511 - Rede Globo, canal 4, Rio. Bom dia! Juntos novamente. Globo e você, para viver intensamente hoje, segunda-feira, 13 de outubro de 2008, todo este universo de emoções. Dentro de instantes:

05:05 - Telecurso Educação Básica: Tecendo o Saber - nº 05 M2

05:20 - Telecurso Profissionalizante: Telecurso TEC - Administração nº 02A9

05:35 - Telecurso Ensino Médio: História nº 44

05:50 - Telecurso Ensino Fundamental: Geografia nº 28

06:05 - Globo Rural

06:30 - Bom Dia Rio

07:15 - Bom Dia Brasil

08:05 - Radar RJ

08:10 - Mais Você

09:40 - Globo Notícia

09:45 - TV Globinho

11:15 - Os Simpsons

11:45 - RJTV 1ª Edição

12:30 - Globo Esporte

13:00 - Horário Político

13:30 - Jornal Hoje

14:00 - Vídeo Show

14:50 - Vale a Pena Ver de Novo - Mulheres Apaixonadas

15:40 - Sessão da Tarde - 10 Coisas que eu Odeio em Você, com Julia Stiles

17:10 - Globo Notícia

17:15 - Malhação

17:55 - Negócio da China

18:45 - RJTV 2ª Edição

19:00 - Três Irmãs

20:00 - Jornal Nacional

20:30 - Horário Político

21:00 - A Favorita

22:10 - Tela Quente - O Contrato, com Morgan Freeman

00:20 - Jornal da Globo

00:50 - Programa do Jô

02:25 - Sessão Brasil - O Caminho das Nuvens, com Cláudia Abreu, Wagner Moura, Sidney Magal e Mário Lago

04:05 - Corujão - Quem Não Herda... Fica na Mesma, com Catherine Zeta-Jones

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Diferenças entre o português do Brasil e de Portugal

 Diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal 


Tem muitas diferenças entre as línguas faladas no Brasil e em Portugal: 


Vocabulário – as diferenças devem-se principalmente à contribuição que nos deram as línguas indígenas e africanas. Além disso, muitas palavras de uso cotidiano em Portugal são desconhecidas ou raramente usadas no Brasil: montra (vitrine), peúgas (meias de homem), retrete (latrina), esquentador (aquecedor). 



Fonética – as diferenças são profundas. De modo geral, a pronúncia em Portugal é mais rápida e seca: Al'manha (Alemanha), esp'rança (esperança), p'reira (pereira). 

Outras distinções: o hábito, em Portugal, de alongar certas vogais, transformando-as em ditongo: ­ senhoire (senhor), fazeire (fazer) ­ ou de pronunciar como ai o ditongo ei: ­ baijo (beijo). 



Morfologia ­– as diferenças nesse caso são de: 



" Formas verbais, como o uso do infinitivo precedido da preposição a em vez do gerúndio: como estou a fazer, ando a fazer (Portugal); estou fazendo (Brasil). 

" Uso do sufixo ito: rapazito, boquita (comum em Portugal). 

" Conjugação em 2ª pessoa (tu e vós) – no Brasil restrita a algumas regiões que, em geral, empregam o tu conjugando o verbo na 3ª pessoa, e o vós é restrito às formas de tratamento (Vossa Senhoria, Vossa Excelência) e à linguagem litúrgica, jurídica, bíblica ou científica: tu vai, tu foi. 



Sintaxe – há muitas diferenças na linguagem coloquial entre o português do Brasil e o de Portugal: 



" Preferência pela próclise do pronome no Brasil: me disseram, te confesso. Em Portugal, prefere-se a ênclise: disseram-me, confesso-te, além de usar normalmente a mesóclise: realizar-se-á, falar-lhe-ei, ter-se-iam, dir-me-á – raríssima entre nós, usada somente em textos jurídicos e científicos.

" Uso de pronomes retos como objetos diretos: eu vi ele; esperei ela (comum no Brasil); eu o vi, esperei-o (em Portugal). 

" Uso da preposição em no Brasil, no lugar de a (usada em Portugal): cheguei em Parati, fui no cinema (o no substitui ao). 



Semântica – nem sempre as palavras portuguesas têm aqui o mesmo significado: às vezes ganharam um sentido diferente, em outras mantiveram o sentido abandonado em Portugal: moço = jovem (no Brasil) e empregado (em Portugal); comboio = série de carros (no Brasil), trem (Portugal); rapariga = prostituta (no Brasil) e moça (em Portugal); durex = fita adesiva (no Brasil) e camisinha (em Portugal); propina = suborno (no Brasil) e mensalidade (em Portugal).

Algumas palavras e expressões usadas no Brasil são diferentes em Portugal, quando se refere à informática: caixa multibanco e caixa eletrônico, conexão e ligação, configuração e definição, usuário e utilizador.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Português para Desesperados - curso (1)

 Módulo 2 - Sintaxe

Análise sintática interna:

Aula 1 - Introdução à sintaxe

Aula 2 - Frase, oração e período

Aula 3 - Introdução aos termos da oração

Aula 4 - O que é sujeito

Aula 5 - O que é predicado

Aula 6 - Tipos de sujeito

Aula 7 - Sujeito inexistente

Aula 8 - Transitividade verbal

Aula 9 - Tipos de predicado

Aula 10 - Objeto direto e objeto indireto

Aula 11 - Complemento nominal

Aula 12 - Agente da passiva

Aula 13 - Adjunto adnominal

Aula 14 - Adjunto adverbial

Aula 15 - Aposto

Aula 16 - Vocativo

Aula 17 - Diferenças entre os termos da oração: complemento nominal x adjunto adnominal, predicativo x adjunto adnominal, objeto indireto x adjunto adverbial, complemento nominal x objeto indireto, aposto especificador x adjunto adnominal

Aula 18 - Funções do que, do se e do como

Análise sintática externa:

Aula 1 - Introdução ao estudo das orações

Aula 2 - Conceito de coordenação e subordinação

Aula 3 - Termos e orações equivalentes

Aula 4 - Orações coordenadas

Aula 5 - Oração subordinada substantiva subjetiva

Aula 6 - Oração subordinada substantiva objetiva direta

Aula 7 - Oração subordinada substantiva objetiva indireta

Aula 8 - Oração subordinada substantiva completiva nominal

Aula 9 - Oração subordinada substantiva predicativa

Aula 10 - Oração subordinada substantiva apositiva

Aula 11 - Introdução ao estudo das orações subordinadas adverbiais

Aula 12 - Oração subordinada adverbial causal

Aula 13 - Orações adverbiais I: comparativa, condicional, consecutiva e conformativa

Aula 14 - Orações adverbiais II: concessiva, final, proporcional e temporal

Aula 15 - Oração subordinada adjetiva

Aula 16 - Orações reduzidas I

Aula 17 - Orações reduzidas II

Aula 18 - As palavras onde, como, quando, por que, quem, qual e quanto como conjunção integrante

Aula 19 - Vários sentidos da mesma conjunção

Aula 20 - Funções do que, do se e do como

Aula 21 - Funções sintáticas dos pronomes relativos

Aula 22 - Orações especiais

Aula 23 - Período misto

Aula 24 - Orações justapostas e intercaladas

Aula 25 - Diferença entre oração coordenada explicativa e subordinada adverbial causal / oração coordenada adversativa e subordinada adverbial concessiva

Aula 26 - Diferença entre oração subordinada substantiva apositiva e subordinada adjetiva explicativa

Pontuação:

Aula 1 - Introdução ao estudo da pontuação

Aula 2 - Uso da vírgula no período simples

Aula 3 - Uso do ponto, do ponto e vírgula e dos dois-pontos

Aula 4 - Uso do ponto de interrogação e do ponto de exclamação

Aula 5 - Uso das reticências, das aspas, dos parênteses e do travessão

Aula 6 - Uso da vírgula no período composto

Regência:

Aula 1 - Introdução ao estudo da regência

Aula 2 - Regência de alguns verbos

Aula 3 - Verbos pronominais

Aula 4 - Pronomes oblíquos átonos com função de objeto

Aula 5 - Regência nominal

Aula 6 - Regência com pronomes relativos

Aula 7 - Funções sintáticas dos pronomes oblíquos

Aula 8 - Funções sintáticas dos pronomes relativos

Aula 9 - Verbos custar, atender e reparar

Crase:

Aula 1 - Introdução ao estudo da crase

Aula 2 - Crase com os pronomes demonstrativos aquele e a

Aula 3 - Crase com o pronome relativo a qual

Aula 4 - A crase e as locuções

Aula 5 - Crase antes de lugares

Aula 6 - Crase antes dos numerais

Aula 7 - Casos em que não ocorre crase

Aula 8 - Uso facultativo da crase

Colocação pronominal:

Aula 1 - O que é colocação pronominal

Aula 2 - Uso da próclise

Aula 3 - Uso da mesóclise

Aula 4 - Uso da ênclise

Aula 5 - Colocação pronominal nas locuções verbais

Concordância:

Aula 1 - O que é concordância

Aula 2 - Concordância do adjetivo com vários substantivos

Aula 3 - Concordância de algumas palavras e expressões

Aula 4 - O que é concordância verbal

Aula 5 - Concordância com o pronome se

Aula 6 - Concordância com as expressões

Aula 7 - Relativos que e quem e nomes próprios no plural

Aula 8 - Concordância ideológica

Aula 9 - Casos especiais de concordância

Aula 10 - Concordância com pessoas gramaticais diferentes

Aula 11 - Concordância do verbo ser

Aula 12 - Verbos impessoais e infinitivo

Aula 13 - Verbos dar, bater e soar, verbos impessoais, sujeito oracional, pronomes de tratamento

Aula 14 - Expressão haja vista

Módulo 3 - Semântica

Aula 1 - O que é semântica / Polissemia

Aula 2 - Sinônimos e antônimos / Hiperônimos e hipônimos

Aula 3 - Homônimos e parônimos / Campo lexical e campo semântico

Aula 4 - Denotação e conotação / Ambiguidade

Aula 5 - Operadores argumentativos

Aula 6 - Variação linguística

Aula 7 - Linguagem informal e formal

Aula 8 - Grafia de algumas palavras e expressões

Módulo 4 - Estilística

Aula 1 - Figuras de sintaxe

Aula 2 - Figuras de pensamento

Aula 3 - Figuras de palavras

Aula 4 - Figuras de som

Aula 5 - Vícios de linguagem

Aula 6 - Elementos da comunicação

Aula 7 - Funções da linguagem

Aula 8 - Tipos de discurso

Módulo 5 - Redação oficial

Aula 1 - Aspectos gerais

Aula 2 - Emprego dos pronomes de tratamento e vocativos

Aula 3 - Endereçamento, fecho e identificação do signatário

Aula 4 - Documentos padrão ofício

Aula 5 - Aviso, ofício e memorando

Aula 6 - Telegrama, fax e correio eletrônico

Aula 7 - Exposição de motivos e mensagem

Módulo 6 - Fonologia

Parte 1 - Estudo dos fonemas

Aula 1 - O que é fonema

Aula 2 - Vogais e semivogais

Aula 3 - Encontros vocálicos

Aula 4 - Encontros consonantais e dígrafos

Aula 5 - Sinérese e diérese

Aula 6 - As letras M e N na contagem dos fonemas

Aula 7 - Contagem de fonemas

Aula 8 - Fonema e letra: diferenças

Aula 9 - O que é sílaba

Aula 10 - Separação de sílabas

Aula 11 - Sons do X

Parte 2 - Acentuação

Aula 1 - Tonicidade

Aula 2 - Regras das oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas

Aula 3 - Regra dos monossílabos

Aula 4 - Regra dos ditongos abertos éu, éi e ói

Aula 5 - I e U como segunda vogal de hiato

Aula 6 - Verbos ter e vir

Aula 7 - Trema

Aula 8 - Acento diferencial: pôr, pôde e fôrma

Aula 9 - Ortoépia e prosódia

Aula 10 - Hiatos OO e EE

Aula 11 - Acentos diferenciais

Aula 12 - Acentuação em verbos com pronome

Parte 3 - Ortografia

Aula 1 - Izar ou isar

Aula 2 - Ez / eza ou ês / esa

Aula 3 - Isa / iza e oso / ozo

Aula 4 - J ou G; X ou CH

Aula 5 - E ou I

Aula 6 - Verbos terminados em UIR, AIR, OER e UAR

Aula 7 - Conceitos básicos sobre o hífen

Aula 8 - Uso do hífen com H, vogais e consoantes

Aula 9 - Prefixo + palavra iniciando por S ou R

Aula 10 - Casos em que sempre se usa o hífen

Aula 11 - Casos em que nunca se usa o hífen

Aula 12 - Uso do hífen com os advérbios bem e mal

Aula 13 - Uso do hífen com as palavras compostas

Aula 14 - Uso dos porquês

Aula 15 - Homônimos e parônimos

Aula 16 - Uso de maiúsculas e minúsculas

Aula 17 - Abreviaturas

Aula 18 - Uso do C, Ç e SS

Aula 19 - Plural dos substantivos no diminutivo

Aula 20 - Hífen com os prefixos CO, RE e SUB

Português para Desesperados - curso

Módulo 1 - Morfologia

Estrutura e formação das palavras:

Aula 1 - Radical, prefixo, sufixo e desinência

Aula 2 - Desinência nominal

Aula 3 - Desinência verbal

Aula 4 - Vogal temática nominal e verbal

Aula 5 - Tema, vogal e consoante de ligação

Aula 6 - Derivação prefixal e derivação sufixal

Aula 7 - Derivação prefixal e sufixal e derivação parassintética

Aula 8 - Derivação regressiva e derivação imprópria

Aula 9 - Composição por justaposição e composição por aglutinação

Aula 10 - Outros processos de formação das palavras

Aula 11 - Observações importantes

Substantivo:

Aula 1 - Introdução à classificação das palavras

Aula 2 - O que é substantivo e classificação do substantivo

Aula 3 - Flexão do substantivo

Aula 4 - Flexão de gênero do substantivo

Aula 5 - Flexão de número do substantivo

Aula 6 - Plural dos substantivos compostos

Aula 7 - Plural metafônico e observações sobre o número do substantivo

Aula 8 - Flexão de grau do substantivo

Artigo:

Aula 1 - O que é artigo e flexão do artigo

Aula 2 - O artigo e outras classes gramaticais

Aula 3 - Observações sobre o artigo

Adjetivo:

Aula 1 - O que é adjetivo

Aula 2 - Locução adjetiva

Aula 3 - Flexão de gênero

Aula 4 - Flexão de número

Aula 5 - Grau do adjetivo

Aula 6 - Observações sobre o grau e adjetivos pátrios

Aula 7 - Adjetivo restritivo e explicativo / objetivo e subjetivo

Aula 8 - Mudança de sentido com a posição do adjetivo

Numeral:

Aula 1 - O que é numeral

Aula 2 - Flexão do numeral

Aula 3 - Numerais coletivos

Aula 4 - Observações sobre o numeral

Pronome:

Aula 1 - O que é pronome

Aula 2 - Pronomes pessoais

Aula 3 - Pronomes de tratamento

Aula 4 - Pronomes possessivos

Aula 5 - Pronomes demonstrativos

Aula 6 - Pronomes indefinidos e interrogativos

Aula 7 - Pronomes relativos

Aula 8 - O pronome você

Aula 9 - Divisão das pessoas do discurso

Aula 10 - Semântica dos pronomes

Aula 11 - Observações sobre os pronomes demonstrativos

Aula 12 - Observações sobre os pronomes possessivos

Aula 13 - Observações sobre os pronomes indefinidos e interrogativos

Aula 14 - Observações sobre os pronomes relativos

Aula 15 - Pronomes retos e oblíquos

Verbo:

Aula 1 - O que é verbo

Aula 2 - Flexão, tempo e modo verbal

Aula 3 - Formas nominais do verbo

Aula 4 - Classificação do verbo

Aula 5 - Locução verbal e tempo composto

Aula 6 - Vozes verbais

Aula 7 - Formação dos tempos no modo indicativo (verbos regulares)

Aula 8 - Formação dos tempos no modo subjuntivo (verbos regulares)

Aula 9 - Formação dos tempos no modo imperativo (verbos regulares)

Aula 10 - Formação do infinitivo

Aula 11 - Tempos compostos

Aula 12 - Verbos pronominais

Aula 13 - Correlação verbal

Aula 14 - Verbos irregulares

Aula 15 - Verbos anômalos e defectivos

Aula 16 - Observações sobre as vozes verbais

Advérbio:

Aula 1 - O que é advérbio

Aula 2 - Locução adverbial

Aula 3 - Grau do advérbio

Aula 4 - Advérbios interrogativos e adjetivos adverbializados

Aula 5 - A palavra onde

Aula 6 - Mais, menos, muito, pouco, bastante

Aula 7 - Observações sobre o advérbio

Preposição:

Aula 1 - O que é preposição

Aula 2 - Semântica das preposições

Aula 3 - Combinação e contração

Aula 4 - Classificação da preposição e locução prepositiva

Conjunção:

Aula 1 - O que é conjunção

Aula 2 - Conjunções coordenativas

Aula 3 - Conjunções subordinativas

Aula 4 - Locução conjuntiva, coordenação e subordinação

Interjeição:

Aula 1 - O que é interjeição e locução interjetiva

Palavras denotativas:

Aula 1 - O que é palavra e locução denotativa

Emprego das palavras:

Aula 1 - Introdução ao emprego das palavras

Aula 2 - Emprego do artigo

Aula 3 - Emprego do adjetivo

Aula 4 - Emprego do numeral

Aula 5 - Emprego dos pronomes pessoais

Aula 6 - Emprego dos pronomes possessivos

Aula 7 - Emprego dos pronomes demonstrativos

Aula 8 - Emprego dos pronomes indefinidos

Aula 9 - Emprego dos pronomes interrogativos

Aula 10 - Emprego dos pronomes relativos

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